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Mapeamento e Topografia

Geografia, Geotecnologias e as novas tendências da Geoinformação

Geografia, Geotecnologias e as novas tendências da Geoinformação

A Geografia se caracteriza como a ciência que analisa a organização espacial dos fenômenos ambientais e socioeconômicos a partir de diferentes abordagens e técnicas. A aplicação de novas tecnologias dentro deste cenário, o processamento, análise e disponibilização de informações geográficas definem a geotecnologia. Esse ramo da geografia permite mapear e analisar uma grande variedade de fenômenos com rapidez e precisão. Com o aumento da demanda para procedimentos operacionais sobre a modelagem espacial, essas novas tecnologias de mapeamento digital e processamento de dados ganharam uma outra roupagem.

Técnicas de análise espacial têm sido bastante usadas desde a década de 1960. O avanço das tecnologias e o aprimoramento das técnicas de coleta, tratamento e análise de dados georreferenciados contribuiu bastante para o desenvolvimento operacional da ciência geográfica. A utilização de técnicas de Geoprocessamento (tratamento de dados georreferenciados por meio de softwares específicos e cálculos) e Sensoriamento Remoto (tratamento, armazenamento e análise de dados da superfície para que se conheça melhor os fenômenos apresentados.) permitem a análise de fenômenos que a cada dia são mais complexos, mas que antes eram inalcançáveis pela maneira que a análise cartográfica era feita.

Munidos com os dados do Geoprocessamento e do Sensoriamento Remoto, é possível que Sistemas de Informações Geográficas operacionalizam a manipulação e integração de grandes quantidades de informações. Esse sistema funciona por meio da integração de cinco componentes: hardwares (computadores), softwares (aplicativos), peopleware (pessoas) dados e metodologia. A quantidade de programas que oferecem os serviços de gerenciamento de dados, geoprocessamento e mapeamento disponíveis é grande.

Uma das ferramentas escolhidas no momento da aplicação de geotecnologias são os drones. Uma das vantagens mais conhecidas dos Veículos Aéreos Não Tripulados é o baixo custo de operacionalização, e ela se aplica também neste caso, se comparado aos levantamentos aerofotogramétricos tradicionais. Outra possibilidade oferecida pelos VANTs é a facilidade de adentrar em determinados locais para coleta de informações. Eles também oferecem a possibilidade de portar sensores – como câmeras para registro fotogramétrico – e outros equipamentos, como receptores GNSS (Global Navigation Satellite System, um sistema de navegação por satélite que possui a capacidade de oferecer posicionamento em qualquer ponto da superfície terrestre), que permite a extração das informações pertinentes ao trabalho realizado. As análises feitas a partir de drones são orientadas por algumas etapas, que envolvem a análise preliminar das áreas que serão estudadas, o planejamento de voo, além da característica da câmera que será utilizada, aquisição de dados e imagens, processamento do material coletado e validação do produto gerado.

Uma das alternativas mais eficientes quando o assunto são as técnicas de análise da superfície terrestre por meio da representação digital do relevo é o LIDAR (Light Detection and Ranging). Esse sistema utiliza um feixe de laser emitido a partir de um espelho de varredura que é refletido ao atingir a superfície dos objetos. O eco é então redirecionado ao sistema que se encarrega de registrar o tempo entre a emissão e sua captação, para então se obter a distância entre o sensor e o objeto focalizado. O LIDAR tem se apresentado como uma das alternativas mais eficientes para se obter Modelos Digitais de Terreno, Modelos Digitais de Elevação, curvas de nível, dentre outros levantamentos.

O avanço da tecnologia também permitiu que cada vez mais pessoas tivessem acesso a produtos do Geoprocessamento devido à disponibilização de bases cartográficas na internet. Quem se destaca desse segmento é a SIG-WEB, uma plataforma virtual que permite o armazenamento, análise, manipulação e gerenciamento de dados geoespaciais. Com ela, é possível que se obtenha dados mais precisos com maior rapidez. Com isso, muitas informações que antes ficavam armazenadas em bancos de dados de instituições de pesquisa agora são disponibilizados para mais pessoas. A internet também oferece ao usuário a possibilidade de ampla interação com as informações espaciais disponibilizadas. As consultas oferecidas podem ser feitas em grande nível e de forma dinâmica.

No Brasil, uma das ferramentas de SIG que realizam relevante trabalho é o i3Geo, que integra o portal de geoserviços da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais. A ferramenta disponibiliza, entre outras coisas, dados geográficos e ferramentas de compartilhamento e geração de mapas, além de outras informações geoespaciais produzidas pelo governo federal. Quem também se destaca nesse segmento na internet é o Ceará em Mapas Interativos, que oferece consultas e análises utilizando dados georreferenciados. O dinamismo e interação oferecidos por serviços de fácil acesso tem relevância, inclusive, no ensino da Geografia. O uso dessas ferramentas torna os processos de ensino e aprendizagem mais dinâmicos e atrativos.

O conjunto de Geotecnologias disponíveis para se trabalhar ou simplesmente acessar e interagir é cada vez maior, e elas trabalham cada vez mais interligadas. Outras aplicações para esse setor, como degradação ambiental, desertificação, análises ambientais, entre outros temas, também despontam como possibilidades para essas ferramentas. O avanço das tecnologias, no entanto, pode passar a falsa impressão de que o entendimento ficará rendido ao uso de softwares e computadores de alta precisão. Importante salientar que, nesse caso, cabe ao pesquisador saber orientar-se e ponderar sobre as perspectivas da aplicação das ciências.

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