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Mapeamento e Topografia

SENSORIAMENTO REMOTO NO BRASIL E AS NOVAS PERSPECTIVAS

SENSORIAMENTO REMOTO NO BRASIL E AS NOVAS PERSPECTIVAS

O que é sensoriamento remoto?

Entende-se por sensoriamento remoto o conjunto de técnicas que busca coletar dados da superfície terrestre sem a necessidade de contato direto com o local. Toda a informação necessária é obtida através de sensores e outros instrumentos, sem que o pesquisador ou o equipamento precisem comparecer à área para realizar o trabalho.

Tais informações podem ser obtidas através de radiação eletromagnética gerada por fontes naturais, como, por exemplo, o Sol. O sensoriamento remoto pode obter os dados também através de fontes artificiais, como no caso dos radares. Essas informações são apresentadas em forma de imagens, normalmente captadas por sensores óticos colocados em satélites.

As imagens de satélite são atualmente muito utilizadas no sensoriamento remoto. Esses equipamentos são capazes de fornecer dados e imagens de qualquer parte do planeta que ajudam no mapeamento e nos estudos de diversos locais no mundo. Os satélites que orbitam pela Terra levam consigo um sensor que auxilia na obtenção de diversos dados, e estes podem ser utilizados para mapear e atualizar dados cartográficos, produzir informações meteorológicas e avaliar impactos ambientais em determinadas áreas.

Para entender melhor o conceito de sensoriamento remoto, é interessante imaginar que os sensores que vão captar as imagens funcionam de maneira semelhante a uma câmera fotográfica, que vai registrar a radiação de luz emitida ou refletida por alguns objetos. No sensoriamento remoto, a coleta dos dados é possível através do registro da interação da radiação eletromagnética com a superfície. Isso é realizado graças a sensores presentes em plataformas orbitais e satélites.

Pode-se dizer que três elementos são essenciais para a utilização de um sistema de sensoriamento remoto. O primeiro deles é o objeto de estudo. Depois, a radiação eletromagnética, responsável pela transmissão das informações coletadas. Por último, é necessário um sensor que vai capturar os dados que serão analisados. Entre as informações que podem ser obtidas através do sensoriamento remoto estão: o tipo de vegetação predominante no local, a topografia, temperatura do solo, temperatura da atmosfera, tipos de nuvens que predominam na área e sua distribuição, topografia, entre outros.

Sensoriamento remoto no Brasil

O lançamento de satélites em órbita para realização de diversas atividades, entre elas o sensoriamento remoto, demanda, claro, um custo, que às vezes é considerado alto. No entanto, esse pensamento tem sido alterado no Brasil ao longo dos anos, a ponto, de atualmente, o país ter em mente o lançamento breve se seu primeiro satélite para esta finalidade.

Em 2015, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do governo federal iniciou os estudos para a contratação de serviços comerciais por satélites de varredura. O projeto previa a complementação de serviços oferecidos pelo consórcio que venceu uma concorrência pública para imagens de sensoriamento remoto em alta resolução. A necessidade do registro de imagens por radar foi aventada pelos ministérios da Defesa, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. À época, concluiu-se que dados de sensoriamento remoto por meios óticos permitiriam alto grau de detalhamento, no entanto, eram limitados pelas condições meteorológicas e por não atravessarem a cobertura vegetal.

Atualmente, um dos satélites que fazem parte dos produtos adquiridos pelo governo federal é o SPOT – Système Pour l´Observation de la Terre. Este projeto foi iniciado na década de 1980 por França, Suécia e Bélgica. A aplicação deste tipo de equipamento vem sendo importante para mapeamentos agrícolas, acompanhamento de vegetação, criação e promoção de matas de localização, entre outras. 

Perspectivas para 2021

Em fevereiro deste ano, o governo federal, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, anunciou que o Amazônia-1 – satélite 100% nacional, projetado e desenvolvido no Brasil e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estava em fase final de testes e com perspectiva para ser lançado em fevereiro de 2021.

O satélite desenvolvido pelo Brasil é o primeiro a ser construído pela Plataforma Multimissão (PMM), estrutura desenvolvida pelo INPE que, por sua capacidade de adaptação a diferentes finalidades, reduz os custos de projetos espaciais. O Amazônia-1 também é o primeiro satélite que foi completamente projetado e testado no Brasil, sendo é capaz de gerar imagens do planeta a cada 5 dias. Em tempos de mudanças climáticas e aumento nos indicadores de queimadas, por exemplo, tal característica ganha importância por ter valor em aplicações que necessitam de respostas rápidas, como alertas de desmatamento e queimadas.

Os dados gerados pelo Amazônia-1 devem ser úteis para monitorar a região costeira, reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas, desastres ambientais, entre outros. Esses dados estarão disponíveis para a comunidade cientifica, órgãos governamentais e usuários no geral.

Conclui-se que é a importância do sensoriamento remoto para melhorar as condições de determinadas regiões é grande, e a relevância para verificação e monitoramento do território brasileiro também. Sendo assim, é necessário e essencial que se explore novas alternativas e as possibilidades que o SR oferece. Para isto, é fundamental também que se compreenda a importância dos parâmetros contidos neste conceito, para que assim haja um uso apropriado da ferramenta.

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